Só mais cinco minutos: Você troca o sono por trabalho?

Saúde

 

Só mais cinco minutos: Você troca o sono por trabalho? Negligenciar o repouso para resolver questões profissionais não é uma boa ideia. Veja as consequências para quem faz isso.

Desde criança aprendemos que precisamos de uma boa noite de sono para nos sentir dispostos. Quando as preocupações se limitam a tirar boa nota na escola e se divertir com os amigos é fácil manter esse padrão. Mas o que fazer quando os compromissos aumentam?

À medida que a vida adulta começa a tomar forma, obrigações como faculdade, trabalho e pagamento de boletos se tornam preocupações maiores e o descanso fica num plano secundário. No entanto, os minutinhos — ou horas — perdidos podem fazer mais falta do que se imagina.

A Pesquisa Global de Sono da Philips de 2019, realizada com 11 006 pessoas de 12 países, mostrou que, para 44% dos que responderam às questões, a qualidade do sono piorou nos últimos cinco anos. Além disso, 62% dos entrevistados admitem que se deitam e ficam revirando na cama.

“Dormir é essencial para nossas funções cognitivas. Uma noite mal dormida leva a um dia com déficit cognitivo”, diz Maurício da Cunha Bagnato, pneumologista da Unidade de Medicina do Sono do Hospital Sírio-Libanês. A piora pode ser observada na concentração, nos reflexos motores, na memória, no humor e no foco.

Consequências graves:
Mas não é somente no curto prazo que o sono pode afetar a saúde das pessoas. Afinal, sua principal função é recuperar o corpo das tarefas diárias. Quando descansamos, nosso cérebro metaboliza todas as toxinas absorvidas durante as horas em que ficamos acordados.

“Você precisa diminuir a frequência das ondas cerebrais para ativar o processo de regeneração do corpo”,diz Geraldo Lorenzi, pneumologista e diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração. É no repouso que o organismo tem maior atividade imunológica, produz hormônios e organiza a memória. “O sono é tão fundamental quanto se alimentar ou ingerir água”, afirma o diretor.

Os cientistas analisaram voluntários que, durante sete dias, dormiram menos de 6 horas por noite. Uma semana de pouco descanso já foi capaz de alterar 700 genes — indicando que problemas como hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, ataque cardíaco e derrame podem ser estimulados pelas noites insones.
“A privação do sono influencia na modificação da expressão de genes, e isso ativa diferentes funções no corpo”, explica Maurício, do Sírio-Libanês. Embora a duração ideal de sono varie de pessoa para pessoa, em média, os adultos deveriam passar de 7 a 8 horas diárias dormindo.

Projeto RH GOLIN

Amanda S.C. Fernandes – Gerência RH
Luciana Germano – Conteúdo Institucional
Márcia Borlenghi – Design, revisão e curadoria conteúdo cultural

saúde; sono

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