Mas afinal, o que é depressão e quais são os sintomas?

Saúde

“A depressão é uma doença biológica que tem um fundo psicológico junto, mas afeta várias esferas da vida da pessoa.” – Doutor Luiz Dieckmann, médico psiquiatra.

Uma das principais características da depressão é a deficiência de substâncias neurotransmissoras, como a serotonina. A doença é categorizada como um quadro marcado por cinco ou mais dos seguintes sintomas:

  1. Presença de humor triste ao longo de quase todo o dia, na maior parte dos dias,
  2. Perda de interesse e prazer nas suas atividades rotineiras,
  3. Ganho ou perda de peso sem estar fazendo dieta,
  4. Redução ou aumento de apetite quase todos os dias,
  5. Insônia ou excesso de sono quase todos os dias,
  6. Agitação ou lentidão psicomotoras observáveis por outras pessoas,
  7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada,
  8. Capacidade diminuída para pensar, se concentrar e tomar decisões,
  9. Pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida.

Como é feito o diagnóstico da depressão?

Para obter o diagnóstico oficial de depressão, entre os cincos sintomas que devem existir, necessariamente um deles deve ser o humor triste e a perda de interesse e prazer. Os sintomas têm que trazer prejuízo para o funcionamento do paciente e sofrimento significativo, e não podem ser explicados pelo uso de drogas, remédios ou pela presença de outra doença.

Os sintomas que caracterizam a depressão dão a perceber que eles são comportamentos normais dos seres humanos em determinadas situações e circunstâncias. Para que esses comportamentos sejam considerados como sintomas, e por consequência, frutos de uma doença, é necessário que eles aconteçam em excesso, aleatoriamente, de forma persistente e impactando a funcionalidade e qualidade de vida do indivíduo. É importante fazer essas ressalvas, já que por essa razão, muitas pessoas demoram a diferenciar o comportamento normal e patológico, adiando assim a busca pelo auxílio médico.

Consequências e impactos da depressão

Podemos dizer de forma clara que o prejuízo associado à doença é diretamente ligado a presença dos sintomas depressivos, podendo afetar diretamente a forma como o indivíduo se relaciona com os outros, fragilizando seus vínculos sociais, comprometendo o engajamento em tarefas essenciais do seu dia, podendo fazer com que o mesmo não realize de forma adequada seu cuidado, adotando hábitos de vida menos saudáveis (sedentarismo, uso de álcool, tabaco e etc.), o deixando mais vulnerável a outras doenças.

Essa vulnerabilidade também está diretamente associada às alterações de peso/apetite e do sono que ocorrem na depressão, podendo fazer com que o paciente passe a se ausentar do trabalho.

Pessoas com depressão elevam os números de absenteísmo (faltas no trabalho) e presenteísmo (quando a pessoa esta presente, mas não executa plenamente suas funções), o que gera consequências bilionárias anualmente. Além desses impactos, quando não tratada, a depressão aumenta o número de outras doenças no corpo do paciente e e a mortalidade.

Fatores de risco para a depressão

Existem dois fatores que estão diretamente relacionados ao desenvolvimento da depressão: fatores individuais e fatores ambientais.

Os fatores individuais são aqueles relacionados diretamente a pessoa, sua biologia e suas escolhas. Abaixo alguns exemplos de fatores individuais:

  • Fatores genéticos.
  • Fatores biológicos, como outras doenças e o envelhecimento.
  • Hábitos de vida, como vícios, uso frequente de celular e má qualidade do sono.

Já no caso dos fatores ambientais, podemos citar como os principais fatores de risco para o desenvolvimento da depressão:

  • Eventos de vida altamente estressantes.
  • Eventos traumatizantes.
  • Eventos adversos em idades precoces.

Tratamento multidisciplinar para a depressão

O tratamento para a depressão pode ser feito com medicamentos antidepressivos, mas ele é multidisciplinar. Como a doença afeta diversas áreas da vida do paciente, o apoio de outros profissionais é extremamente importante para que se tenha êxito, como psicoterapeutas, nutricionistas e profissionais de educação física. Cada um desses profissionais é responsável por proporcionar mais qualidade de vida ao paciente e auxiliar na remissão dos sintomas.

Apesar de tudo o que foi dito, ainda sofremos com um problema de resistência ao tratamento. Observamos ainda que apenas 1/3 dos pacientes com depressão respondem ao primeiro tratamento proposto. O outro terço dos pacientes vão responder aos tratamentos subsequentes e, o 1/3 restante, infelizmente não respondem adequadamente ao tratamento. Por isso, é importante e fundamental que haja a adesão ao tratamento, já que seu interrompimento pode tornar a doença crônica.

É possível prevenir a depressão?

Segundo o Ministério da Saúde, a melhor forma de prevenir a depressão é através de um estilo de vida saudável:

  • Alimentação equilibrada
  • Combater o estresse realizando atividades prazerosas
  • Sono de qualidade e regular
  • Praticar atividades físicas regularmente
  • Não interromper o tratamento sem orientação médica.

A depressão associada a outras doenças e transtornos

Devido a sua complexidade e seus sintomas, a depressão é frequentemente associada a outras doenças e transtornos, como a ansiedade, bipolaridade e ideações suicidas. O Centro de Valorização da Vida, também conhecido pela sigla CVV, realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, com total sigilo pelo telefone 188, e-mail e chat, 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Confira outros conteúdos sobre a depressão

A depressão é uma doença que precisa ser desmitificada e falada cada vez mais. Por isso, a Apsen preparou uma série de materiais sobre o assunto, como esse artigo que você acabou de ler. Assista ao episódio sobre depressão do programa Papo de Doutor. Aperte o play e aproveite!

 

Matéria retirada do site: Apsen
https://www.apsen.com.br/institucional/depressao-o-mal-do-seculo/

Projeto RH GOLIN

Amanda S.C. Fernandes – Gerência RH
Luciana Germano – Conteúdo Institucional
Márcia Borlenghi – Design, revisão e curadoria conteúdo cultural

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