Março Azul e Lilás

Março Azul: campanha traz conscientização sobre o câncer colorretal

IARA SILVA
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Organizada pela SBCP (Sociedade Brasileira de Coloproctologia) e pela SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva), a campanha Março Azul busca trazer conscientização sobre o câncer colorretal, que é o segundo tipo de câncer que mais mata no País.

Ainda de acordo com dados da SOBED, atualmente mais de 40 mil brasileiros são vítimas desta doença por ano. No país, a chance de desenvolver tumores colorretais é de 4,3%.

Sendo mais comum em homens e mulheres com mais de 45 anos ou em pessoas que tenham casos na família, a doença atinge o intestino grosso ou o reto. Cerca de 85% dos casos são diagnosticados em fase avançada, quando a chance de cura é menor. Por isso, o maior objetivo da campanha Março Azul é falar sobre diagnóstico e tratamento precoce.

Sintomas e diagnóstico

Alguns dos sintomas de atenção são: emagrecimento repentino, sangue nas fezes, anemias de repetição, cansaço e indisposição, alterações nos hábitos intestinais com diarreias ou constipação frequentes.

Além dos sintomas, este tipo de câncer pode ser detectado através de exames como a colonoscopia, que pode inclusive remover o tumor, sem a necessidade de tratamentos mais invasivos.

Fatores de risco e prevenção

O câncer de colorretal está diretamente ligado a alguns fatores de risco como sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de alimentos gordurosos e álcool.

Para prevenção é recomendado que se evite estes fatores e mantenha-se uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas. Além disso, os profissionais de saúde alertam para a realização de exames de rotina, algo que pode ajudar a identificar mais do que esta doença.

A SOBED afirma ainda que o câncer colorretal tem cura. “Quanto mais cedo iniciar o tratamento, mais chance de recuperação”, diz a instituição.

Confira aqui uma cartilha sobre o Março Azul.

Março Lilás: Diagnóstico precoce do câncer no colo de útero pode salvar vidas

BEATRIZ DAMASCENO
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Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer no colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres. Estima-se o diagnóstico de 16 mil novos casos por ano. Para conscientizar a população da importância da prevenção e da detecção precoce foi criada a campanha “Março Lilás”.

Este é um tipo de câncer que leva anos para se desenvolver e que na fase inicial pode não apresentar sintomas. Mas, o exame papanicolau (conhecido também como preventivo) reconhece facilmente as alterações nas células que dão origem ao câncer no colo do útero.

Por isso, é importante que as mulheres façam anualmente o exame papanicolau. Principalmente, aquelas que têm entre 25 e 59 anos. Além disso, quando diagnosticado em fase inicial, as chances de cura são de 100%.

O tratamento para cada caso é avaliado pelo médico. Podendo haver cirurgia, radioterapia e quimioterapia. É considerado o estágio da doença, o tamanho do tumor, a idade da paciente e o desejo de ter filhos.

Causas

O câncer no colo do útero é causado pela  infecção frequente de alguns tipos de  HPV (Papiloma Vírus Humano), chamados os tipos oncogênicos. A infecção genital por esse vírus é muito frequente, mas na maioria das vezes não evolui para o câncer.

No mundo, estima-se que entre 25% e 50 % da população feminina e 50% da população masculina esteja infectada pelo HPV. Mas, a maioria com infecção transitória, combatida espontaneamente pelo sistema imune.

A transmissão ocorre no contato com pele ou mucosa infectada. Podendo acontecer via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. O contágio acontece mesmo sem penetração vaginal ou anal.

Fatores de risco

O uso prolongado de pílulas anticoncepcionais, o tabagismo, má higiene íntima, o início precoce das atividades sexuais e múltiplos parceiros são fatores de risco.

Outras estratégias de prevenção

Dois tipos de HPV são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer no colo do útero, sendo eles os tipos 16 e 18.  Em 2014, o Ministério da Saúde incluiu a vacina tetravalente contra o HPV no calendário vacinal. Atualmente, ela é destinada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV.

Segundo o Inca, a vacinação e a realização do exame papanicolau (preventivo) se complementam como ações de prevenção. É importante ressaltar que mesmo mulheres vacinadas precisam fazer o exame papanicolau periodicamente.

 

Fonte:
https://www.saopaulo.sp.leg.br/blog/marco-lilas-diagnostico-precoce-do-cancer-no-colo-de-utero-pode-salvar-vidas/
https://www.saopaulo.sp.leg.br/blog/marco-azul-campanha-traz-conscientizacao-sobre-o-cancer-colorretal/

Projeto RH GOLIN

Amanda S.C. Fernandes – Gerência RH
Luciana Germano – Conteúdo Institucional
Márcia Borlenghi – Design, revisão e curadoria conteúdo cultural

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