A campanha “Julho Amarelo” destaca a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento das Hepatites Virais.
Essa doença consiste em uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
No Brasil, os tipos mais comuns são causados pelos vírus A, B e C. Mas também existe o vírus da hepatite D (mais frequente na região Norte) e o vírus da hepatite E, que possui ocorrência rara no país.
Hepatites
Segundo a estimativa da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), mais de 1,5 milhão de pessoas têm hepatite, mas apenas cerca de 300 mil sabem disso.
A Hepatite A e E tem transmissão oral-fecal, sendo que a qualidade da água, saneamento básico e as boas práticas de higiene na manipulação de alimentos previnem a doença.
As Hepatites B e C tem transmissão sexual e sanguínea, costumam ser silenciosas e acabam sendo descobertas quando a doença já está muito evoluída, com cirrose ou até com câncer de fígado (hepatocarcinoma).
“A vacina para a Hepatite B, disponível no SUS para todas as faixas etárias, previne a doença e tem sido responsável pela queda nas notificações e ocorrência do agravo no Estado. Além da vacina, existe tratamento, cujo objetivo principal é reduzir o risco de progressão da doença hepática e também imunoprofilaxia no momento do parto”, explica Salvatori.
Quanto à Hepatite C, milhões de pessoas podem ser portadoras desses vírus e não saber. É uma doença onde pode ocorrer agravamento do quadro, como cirrose e câncer de fígado. De 2000 a 2018, foram registradas 74 864 mortes no Brasil por hepatites. A hepatite C concentra 76% desses óbitos, segundo o último Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, publicado em julho do ano passado pelo Ministério da Saúde.
“Para esse agravo não há vacina disponível. No entanto, a incorporação pelo Sistema Único de Saúde de novas terapias e inclusão de todos pacientes com diagnóstico positivo para hepatite C no tratamento, está mudando o quadro epidemiológico dessa doença no Brasil e no Estado, pois o arsenal medicamentoso disponível hoje apresenta altos índices de cura (superior a 95%) e grande facilidade posológica que tem se mostrado eficaz no combate à doença”, destaca a gerente.
Diante desta perspectiva, a SES esclarece que a testagem da população para a Hepatite C é uma estratégia importante e os testes rápidos para detecção da Hepatite B e C estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde de Mato Grosso do Sul.
Prevenção
– Use preservativos em todas as relações sexuais.
– Não compartilhe objetos de uso pessoal, tais como agulhas, alicates de unha e lâminas de barbear.
– Exija sempre materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e piercing, consultórios médicos, odontológicos, manicures, etc.
– Lave as mãos (incluindo após usar o banheiro, trocar fraldas e antes do preparo de alimentos).
– Lave bem os alimentos antes do consumo.
– Vacine-se contra as hepatites A e B.
fonte: https://www.saude.ms.gov.br/julho-amarelo-alerta-para-a-prevencao-diagnostico-e-tratamento-das-hepatites-virais/
Julho Amarelo também é o mês de Conscientização do Câncer Ósseo
Câncer ósseo: o que significa essa doença? Para entender melhor o assunto, leia a entrevista com o médico do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), chefe da Unidade do Sistema Musculoesquelético do Hospital das Clínicas (HC-UFG), hospital vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e supervisor da Residência Médica de Ortopedia do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Jefferson Soares Martins.
1) O que é o câncer nos ossos?
O tumor ósseo, ou “câncer ósseo”, é uma massa de tecido causada por um crescimento celular anormal no osso, processo denominado de neoplasia. Os tumores musculoesqueléticos correspondem a menos de 1% dos casos ambulatoriais em ortopedia e a, aproximadamente, 3% das neoplasias em geral.
É importante salientar que as neoplasias ósseas primitivas estão entre as cinco neoplasias mais frequentes na faixa etária entre 5 a 15 anos. Em casos de lesão óssea acima dos 40 anos, a primeira suspeita é de estarmos diante de uma lesão óssea metastática.
2) Quais os sintomas mais frequentes da doença?
As neoplasias ósseas demoram, em nosso meio, cerca de 67 meses desde o início dos sintomas até o diagnóstico, ao contrário das estatísticas europeia ou norte-americana.
O diagnóstico precoce dos tumores ósseos depende não apenas da suspeita clínica do ortopedista, mas também do pediatra, pois essa patologia acomete crianças e adolescentes.
A história típica de um tumor ósseo é a de um adolescente referindo dor ao nível do joelho, pois 60% dos casos estão localizados nessa topografia, associado ou não a trauma local. A referência de um trauma muitas vezes não está relacionada a um fator causal, e sim compatível a intensa atividade física e esportiva, muitas vezes atrasando a procura ao atendimento médico.
3) Como acontece o seu diagnóstico?
A história clínica, o exame físico local, com dor à palpação, derrame articular, e sempre comparando com o lado contralateral, são sinais e sintomas que podem aparecer. Os exames laboratoriais são inespecíficos na maioria das vezes e os estudos de imagem com radiografias, TC (Tomografia Computadorizada) E RNM (Ressonância Magnética) são fundamentais. Existem características sugestivas de cada neoplasia, que podem sugerir se a lesão é benigna ou maligna, cartilaginosa ou óssea, etc.
4) Como ocorre o tratamento da doença e quais os principais desafios e avanços relativos a ele?
Muitos avanços têm ocorrido no tratamento das neoplasias musculoesquelética nos últimos anos. Essas melhorias incluem: métodos de imagem, poliquimioterapia, técnicas de reconstrução usando próteses, enxertos, retalhos microcirúrgicos e apropriadas intervenções nas fraturas patológicas. Os avanços nas bases genéticas dos tumores, permitindo melhor conhecimento dos mecanismos de disseminação e desenvolvimento de engenharia tissular, são progressos fundamentais para melhorar a sobrevida dos pacientes e o resultado funcional. Os cirurgiões ortopédicos continuam a ter um papel de liderança no tratamento dessa patologia.
5) Considerações finais
A sobrevida dos pacientes tem melhorado através da quimioterapia mais eficiente, da radioterapia e dos tratamentos cirúrgicos. Juntam-se aos ortopedistas, nessa batalha pela vida, quimioterapeutas, radioterapeutas, radiologistas, patologistas, fisioterapeutas, enfermeiros psicólogos, assistentes sociais e tantos outros profissionais. Entretanto, os desafios permanecem e devemos continuar no avanço dos conhecimentos para melhor cuidar de nossos pacientes.
fonte: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-centro-oeste/hc-ufg/comunicacao/noticias/julho-amarelo-tambem-e-o-mes-de-conscientizacao-do-cancer-osseo

