Em abril tem…

Páscoa

Páscoa, ou Paschoa, é uma palavra de origem hebraica que significa passagem. tanto os judeus como os cristãos comemoram a Páscoa, mas por motivos diferentes.

Para os primeiros, a Páscoa significa sua saída do Egito, conduzidos por Moisés. já os cristãos comemoram a ressurreição de Jesus Cristo. A Última Ceia, celebrada por Jesus e seus discípulos, era uma “sêder de Pessach” (“ceia de Páscoa”).  O Cordeiro Pascal, é uma das refeições tradicionais judaicas durante a Páscoa. Ao reinterpretar o significado desta celebração, os cristãos identificaram Jesus como sendo o cordeiro imolado, significando Jesus o Cordeiro de Deus.

E o que os ovos e coelhos fazem nesta comemoração?

O Coelho da Páscoa é um símbolo que tem origem em mitos e ritos germânicos e em sua articulação com a tradição cristã na Idade Média.

O coelho é um animal que simboliza fertilidade graças à sua intensa prática reprodutiva. Desde civilizações bem antigas, como a egípcia, a ligação entre coelhos e fertilidade, primavera, nascimento, etc., é estabelecida. Na Europa, os povos germânicos, que habitavam a região norte – atualmente, a Alemanha –, possuíam uma narrativa mítica sobre uma deusa da fertilidade cujo nome era Ostara. O coelho era símbolo do culto a essa deusa, posto que, passado o inverno e tendo início o período da Primavera (estação que simboliza o “renascimento”, a floração, a fertilização), os coelhos eram, com frequência, os primeiros a saírem de suas tocas e começarem a reproduzir-se.

Aos coelhos, símbolos de Ostara, as tradições rituais germânicas associaram a prática de entrega de ovos de aves pintados com tintas para as crianças. Essa prática valia-se do subterfúgio da “caça do coelho”. No momento em que iam caçar os coelhos, as crianças encontravam, escondidos nos campos, os ovos adornados. A cidade de Ostereistedt, na Alemanha, leva esse nome em razão da referência a essa prática.

No período da Idade Média, o culto à Ostara e à estação da Primavera logo passou a ser associado à Ressurreição de Cristo, em face da cristianização dos povos bárbaros. No entanto, a assimilação do mito germânico pelo cristianismo não implicou a abolição total dos ritos a ele associados. A prática da entrega de ovos passou a ser relacionada, portanto, à Páscoa, e não mais à deusa Ostara.

Com a leva de migrações alemãs para o continente americano, essa prática generalizou-se. Os mais antigos registros sobre a lenda alemã do coelho que traz os ovos para as crianças datam de 1678.

fonte: Por Me. Cláudio Fernandes

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coelho, Judáica, Páscoa, renascimento, tradição Cristã

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