Em uma conversa com nossa parceira Ida Poltronieri, diretora da Splendido, ela nos contou sobre o Guia Alimentar. A Splendido tem grande preocupação com a qualidade dos alimentos, mas principalmente com o quão saudável é a alimentação oferecida.
Vamos postar agora também dicas de alimentação e informações sobre vida saudável. E publicar algumas das dicas que a Splendido posta em sua página.
Hoje vamos falar do Guia Alimentar
Na última década, o número de pessoas com os diabetes tipo 1 e 2 no Brasil subiu 61,8%, de acordo números do Ministério da Saúde. O público mais afetado são as mulheres – 1 em cada 10 estão diagnosticadas com a doença. Maiores índices de sedentarismo e de obesidade fazem delas as principais vítimas do diabetes, afirmam especialistas.
Não por coincidência, a obesidade também saltou 60% entre 2007 e 2016 – hoje 18,9% da população é considerada obesa, de acordo com dados do governo. Entre o grupo feminino, porém, esse índice é um pouco mais elevado: atinge 19,6% das mulheres. Quando o critério é sobrepeso, o resultado é pior: mais da metade (53,8%) dos brasileiros pesa mais do que deveria.
O Guia Alimentar para a População fala entre outras coisas, dos graus de processamento dos alimentos. Quanto mais processado, maior o risco para sua saúde. Entendo o que é bom ou não para sua saúde, você começar a escolher melhor o que comer no seu dia a dia. São 4 as categorias de alimentos definidas no Guia Alimentar. Ao aprender a identificar quais são elas você vai entender o que vai ajudar a organizar a sua rotina alimentar e a da sua família. As categorias são:
1. Os alimentos in natura ou minimamente processados:
Os alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais (como folhas e frutos ou ovos e leite) e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza.
Os alimentos minimamente processados são alimentos in natura que, antes de sua aquisição, foram submetidos a alterações mínimas. Exemplos incluem grãos secos, polidos e empacotados ou moídos na forma de farinhas, raízes e tubérculos lavados, cortes de carne resfriados ou congelados e leite pasteurizado.
2. Produtos extraídos de alimentos in natura ou diretamente da natureza e usados pelas pessoas para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias. Exemplos desses produtos são: óleos, gorduras, açúcar e sal.
3. A terceira categoria corresponde a produtos fabricados essencialmente com a adição de sal ou açúcar a um alimento in natura ou minimamente processado, como legumes em conserva, frutas em calda, queijos e pães.
4. A quarta categoria corresponde a produtos que passaram por diversas etapas e técnicas de processamento. Exemplos incluem refrigerantes, biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote” e “macarrão instantâneo”. A seguir, apresentamos as sugestões para o consumo das quatro categorias de alimentos encontradas no guia.
Regra de Ouro
Saiba agora como aplicar esse conhecimento sobre as categorias dos alimentos:
Faça de alimentos in natura ou minimamente processados a base de sua alimentação.
Alimentos in natura ou minimamente processados, em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, são a base de uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável.
Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.
Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os, em pequenas quantidades, como ingredientes de preparações culinárias ou como parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados.
Evite alimentos ultraprocessados!
Alimentos ultraprocessados – como biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote”, refrigerantes e “macarrão instantâneo” – são nutricionalmente desbalanceados. Por conta da formulação e apresentação, esses produtos tendem a ser consumidos em excesso e a substituir alimentos in natura ou minimamente processados. Por isso, afetam de modo desfavorável a cultura, a vida social e o meio ambiente.
Por que limitar o consumo de alimentos processados?
Embora o alimento processado mantenha a identidade básica e a maioria dos nutrientes do alimento, os ingredientes e os métodos de processamento utilizados na fabricação alteram de modo desfavorável a composição nutricional.
A adição de sal ou açúcar, em geral em quantidades muito superiores às usadas em preparações culinárias, pode favorecer doenças do coração, obesidade e outras doenças crônicas. Também acontece a perda de água na fabricação de alimentos processados e a eventual adição de açúcar ou óleo transformam alimentos com baixa ou média quantidade de calorias por grama – por exemplo, leite, frutas, peixe e trigo – em alimentos de alta densidade calórica– queijos, frutas em calda, peixes em conserva de óleo e pães. A alimentação com alta densidade calórica está associada ao risco de obesidade.
Não esqueça a Regra de ouro: Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados
Opte por água, leite e frutas no lugar de refrigerantes, bebidas lácteas e biscoitos recheados; não troque a “comida feita na hora” (caldos, sopas, saladas, molhos, arroz e feijão, macarronada, refogados de legumes e verduras, farofas, tortas) por produtos que dispensam preparação culinária (“sopas de pacote”, “macarrão instantâneo”, pratos congelados prontos para aquecer, sanduíches, frios e embutidos, maioneses e molhos industrializados, misturas prontas para tortas) e fique com sobremesas caseiras, dispensando as industrializadas.
Para mais informações, vamos colocar abaixo alguns link:
- https://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52360-guia-alimentar-comida-de-verdade-para-uma-vida-mais-saudavel
- https://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52187-10-dicas-pratica-para-ter-habitos-alimentares-mais-saudaveis-anonovo
- https://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/51777-e-superimportante-conseguir-valorizar-as-nossas-tradicoes-sao-os-padroes-alimentares-e-a-cultura-gastronomica-que-bloqueiam-os-ultraprocessados-e-a-comida-pronta-afirma-chef-rita-lobo
- https://www.crn2.org.br/crn2/conteudo/conteudo/ApresentacaoGuiaAlimentar.pdf
“As pessoas confundem alimentação saudável com dieta, restrição alimentar. A diferença entre comida de verdade e imitação de comida é basicamente os aditivos químicos. É isso que transforma a comida em imitação de comida, quando ela é feita com sabores sintetizados, aditivos químicos. Sejam eles saborizantes, conservantes, acidulantes. Alimentação saudável é variação”
Rita Lobo




