Em 26 de abril celebra-se o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A data merece mais atenção do que recebe: a hipertensão é a doença crônica mais prevalente no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE), aproximadamente 38 milhões de brasileiros adultos têm pressão alta — cerca de 26% da população adulta do país. E o dado mais preocupante: estima-se que pelo menos um terço desses casos não sabe que tem a doença.
É por isso que a hipertensão é chamada de ‘inimigo silencioso’: ela raramente apresenta sintomas evidentes nos estágios iniciais. Pode se desenvolver por anos sem que a pessoa perceba — até que se manifesta como um infarto, um AVC ou uma insuficiência renal.
O que é a hipertensão e como ela afeta o organismo
A pressão arterial é a força que o sangue exerce nas paredes das artérias ao ser bombeado pelo coração. Quando essa pressão se mantém cronicamente elevada — acima de 140/90 mmHg em medições repetidas, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia —, o organismo sofre consequências progressivas. As artérias ficam mais rígidas, o coração trabalha mais e órgãos vitais como rins, olhos e cérebro ficam sujeitos a danos graduais e, muitas vezes, irreversíveis.
A hipertensão é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, que são a primeira causa de morte no Brasil e no mundo. Também aumenta o risco de AVC, insuficiência renal, demência e problemas de visão.
Fatores de risco: o que você pode controlar
Embora a predisposição genética tenha papel na hipertensão, a maioria dos fatores de risco é modificável. A alimentação rica em sódio — presente em excesso em ultraprocessados, embutidos, enlatados e no sal adicionado — é o principal fator alimentar. Sedentarismo, excesso de peso, consumo excessivo de álcool e tabagismo também contribuem de forma significativa.
O estresse crônico merece atenção especial no contexto do trabalho industrial. Pesquisas mostram que trabalhadores expostos a altas demandas e baixo controle sobre as próprias tarefas têm maior incidência de hipertensão. Os exames periódicos realizados pela Golin são um aliado importante para monitorar e intervir precocemente.
Como prevenir e controlar
Mudanças de estilo de vida têm impacto comprovado e expressivo na pressão arterial. Reduzir o consumo de sal para menos de 5 gramas por dia (equivalente a uma colher de chá), aumentar frutas, verduras e integrais, e praticar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana podem reduzir a pressão sistólica em até 10 a 15 mmHg — impacto comparável ao de alguns medicamentos.
Para quem já tem diagnóstico, o tratamento é contínuo: medicamentos prescritos pelo médico e acompanhamento regular. Muitos abandonam o tratamento quando se sentem bem — sem perceber que a pressão voltou a subir silenciosamente.
Medir a pressão pelo menos uma vez por ano é um gesto simples que pode salvar vidas. Não pule os exames periódicos da Golin — é um minuto que pode fazer toda a diferença.




