O 1º de janeiro é uma invenção romana para tentar organizar o caos do tempo. Antes dele, o “ano” começava quando as flores brotavam ou quando a colheita terminava. Ao fixar essa data, a humanidade criou um ponto de apoio: um dia oficial para respirar fundo e dizer que o que passou, passou.
Mas, na prática, a vida não dá saltos; ela flui. O sol que nasce hoje é o mesmo de ontem, mas o nosso olhar sobre ele é que pode ser diferente. O valor deste marco não está em uma mudança mágica de personalidade, mas na chance de simplificar as prioridades. No fim das contas, a euforia das festas passa e o que sobra é o essencial: a nossa disposição para continuar caminhando com equilíbrio.
Que 2026 seja um ano de menos ruído e mais clareza. Que a gente aprenda a valorizar o que é silencioso, mas fundamental. Sem grandes exigências, apenas com a vontade de viver cada dia com integridade e consciência.
Feliz Ano-Novo. Que o caminho seja suave e que a saúde venha sempre em primeiro lugar.

