Amanhã o ciclo se fecha. E aqui, nesse intervalo entre o que vivemos e o que ainda nem nasceu, existe um silêncio que a gente raramente escuta. É comum sentir aquela pressa no peito de querer organizar a vida inteira em listas, de prometer metas gigantes e de tentar decifrar o futuro antes mesmo dele chegar. Mas e se, desta vez, a gente só respirasse?
Em vez de preencher o papel com cobranças e pesos, que tal abrir espaço para o que é suave? Planejar o amanhã não precisa ser sobre o quanto vamos produzir, mas sobre como queremos nos sentir por dentro. É sobre a intenção de ser mais doce com as nossas próprias falhas, de proteger os momentos que nos fazem sorrir de verdade e de aceitar que a vida é bonita justamente porque a gente não controla tudo.
Não precisamos ter todas as respostas guardadas no bolso. A beleza de um novo ciclo está nesse mistério, na chance de descobrir novos gostos, de mudar de ideia e de encontrar caminhos que a gente nem sabia que existiam. O futuro não é uma maratona de obstáculos, mas um convite para sermos mais inteiros, com todas as nossas cores e marcas.
Que em 2026 a gente se permita deixar de lado a perfeição que cansa, para abraçar a jornada que ensina. Que a nossa única meta inegociável seja o cuidado com a nossa essência e o tempo dedicado a quem faz o nosso coração se sentir em casa.
A vida não acontece lá na frente, ela se revela aos poucos, no agora. Por enquanto, apenas feche os olhos por um segundo e sinta a paz de saber que você já é o suficiente para receber tudo o que o novo ano trouxer.

