Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

O dia 10 de novembro é dedicado oficialmente à prevenção e ao combate à surdez no Brasil. A data surgiu como iniciativa do Ministério da Saúde na década de 1990 para fortalecer ações de informação, diagnóstico precoce e cuidado com a saúde auditiva em todo o país. Hoje está consolidada em norma federal como um marco de conscientização nacional, lembrando que ouvir bem faz parte da nossa qualidade de vida e não deve ser tratado como detalhe ou algo “normal da idade”.

Os números mostram por que essa conversa importa. Milhões de brasileiros vivem com algum grau de perda auditiva, muitas vezes sem diagnóstico. Estudos e levantamentos nacionais apontam que uma parte importante desses casos poderia ser evitada com prevenção, tratamento adequado de infecções, acompanhamento desde a infância e proteção contra ruídos intensos. No cenário mundial, organizações de saúde alertam que o uso incorreto de fones de ouvido e a exposição constante a sons altos colocam principalmente adolescentes e adultos jovens em risco real de perda auditiva ao longo da vida.

A surdez pode ser congênita ou adquirida e atingir qualquer idade. Entre os principais fatores de risco estão exposição prolongada a ruídos fortes no trabalho, em festas, shows e ambientes urbanos, uso de fones em volume elevado por muitas horas, infecções de ouvido mal tratadas, automedicação, uso inadequado de objetos dentro do ouvido, algumas doenças crônicas, além de causas genéticas. Em muitos casos, os sinais começam discretos: dificuldade para entender a fala em ambientes com barulho, pedir para repetir com frequência, zumbido, sensação de ouvido tampado, necessidade de aumentar sempre o volume.

O que especialistas em otorrinolaringologia e fonoaudiologia reforçam na prática

• Cuidar da audição desde cedo, incluindo triagem auditiva neonatal e acompanhamento em qualquer suspeita de alteração na fala ou na resposta a sons
• Ajustar o volume dos fones e aparelhos, mantendo em nível confortável, evitando longos períodos com som alto e fazendo pausas ao longo do dia
• Usar protetores auditivos em ambientes ruidosos, como fábricas, construções, eventos, cultos com som intenso e shows, protegendo trabalhadores e frequentadores
• Nunca introduzir hastes, objetos ou substâncias dentro do canal auditivo, evitando lesões e infecções
• Tratar infecções de ouvido e problemas respiratórios com orientação profissional, em vez de “esperar passar” ou usar remédios por conta própria
• Buscar avaliação com especialista diante de qualquer sinal persistente como zumbido, dificuldade para entender conversas, assimetria entre ouvidos ou histórico de exposição a ruído no trabalho

Mais do que uma data no calendário, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez é um convite para rever hábitos, cobrar ambientes mais seguros, apoiar quem já vive com perda auditiva e fortalecer a inclusão. Cuidar da audição hoje é garantir autonomia, comunicação e qualidade de vida no futuro.

Projeto RH GOLIN

Amanda S.C. Fernandes – Gerência RH
Luciana Germano – Conteúdo Institucional
Márcia Borlenghi – Design, revisão e curadoria conteúdo cultural

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