Segurança emocional no trabalho: um compromisso coletivo

Jornal, Saúde

Quando pensamos em segurança no ambiente de trabalho, logo lembramos de equipamentos de proteção individual (EPIs), sinalizações e normas técnicas. Todos esses elementos são indispensáveis para proteger o corpo. Mas existe uma outra dimensão da segurança que é menos visível, embora igualmente essencial: a segurança emocional.
Segurança emocional é a certeza de que o ambiente de trabalho protege não apenas a integridade física, mas também a dignidade e a saúde mental de cada colaborador. É trabalhar sem medo de humilhações, assédio ou discriminação. É poder expressar ideias, pedir ajuda e até reconhecer erros sem receio de ser ridicularizado.

O que significa segurança emocional?

A segurança emocional está presente quando existe respeito e empatia entre as pessoas. Isso acontece quando todos sabem que serão ouvidos com atenção, tratados com dignidade e reconhecidos pelo seu valor humano, além de suas competências profissionais.

O compromisso da Golin

Na Golin, acreditamos que máquinas bem cuidadas e processos seguros só têm valor quando quem os opera também está protegido emocionalmente. Por isso, reforçamos nossa política contra qualquer forma de assédio — moral, sexual ou institucional.
Disponibilizamos canais oficiais de denúncia, que podem ser utilizados com sigilo e responsabilidade. Nosso compromisso é apurar cada situação com seriedade e garantir que o ambiente de trabalho continue sendo um espaço de confiança, ética e dignidade.
Aqui, segurança emocional não é um benefício extra, é um direito básico.

O papel de cada colaborador

A empresa estabelece políticas, mas é a atitude de cada pessoa que transforma o ambiente. Proteger a si e aos colegas significa:

  • Respeitar diferenças, entendendo que a diversidade fortalece a equipe.
  • Evitar julgamentos precipitados, substituindo críticas destrutivas por feedbacks construtivos.
  • Praticar empatia, colocando-se no lugar do outro antes de falar ou agir.
  • Apoiar quem sofre, denunciando situações de assédio ou constrangimento.

Quando cada colaborador escolhe agir com respeito, cria-se um círculo virtuoso em que confiança gera mais confiança e empatia inspira empatia.

Assédio: o que não pode ser tolerado

Assédio é a ameaça mais clara à segurança emocional e se manifesta de diferentes formas:

  • Moral: humilhações, críticas exageradas, boatos ou sobrecarga intencional de tarefas.
  • Sexual: chantagens, insinuações ou comportamentos de conotação sexual indesejados.
  • Discriminação: exclusão ou inferiorização em razão de gênero, idade, etnia ou condição pessoal.

Nenhuma dessas práticas deve ser normalizada. Denunciar é proteger não apenas a vítima, mas todo o coletivo.

Por que ambientes seguros fazem diferença

Ambientes psicologicamente seguros trazem ganhos concretos:
Mais engajamento — colaboradores respeitados se sentem motivados.
Menos afastamentos — reduz-se o impacto de doenças ligadas ao estresse.
Mais inovação — quem não tem medo de errar, propõe mais ideias.
Produtividade sustentável — equipes em paz produzem mais e melhor.
Em outras palavras, cuidar da segurança emocional é também investir no futuro da empresa.

Como cultivar no dia a dia

A construção de um ambiente seguro não depende apenas de campanhas institucionais, mas de pequenos gestos diários:

  • Escutar com atenção.
  • Reconhecer e agradecer.
  • Ser transparente ao comunicar decisões.
  • Admitir erros e pedir desculpas.
  • Celebrar conquistas coletivas.

São ações simples, mas que fortalecem a confiança e mantêm o ambiente saudável.

Um pacto coletivo

Na Golin, temos clareza de que segurança emocional é um compromisso de todos: líderes, gestores e colaboradores. Trabalhar sem medo é um direito; agir com empatia é um dever.

Cada palavra dita, cada gesto de respeito ou cada denúncia feita de forma responsável contribui para que ninguém precise escolher entre trabalhar e se sentir seguro.

Segurança emocional não é luxo. É o alicerce invisível que sustenta equipes fortes e colaborativas. Cuidar do emocional é cuidar da vida — e a vida, dentro e fora do trabalho, é o que realmente importa.

Projeto RH GOLIN

Amanda S.C. Fernandes – Gerência RH
Luciana Germano – Conteúdo Institucional
Márcia Borlenghi – Design, revisão e curadoria conteúdo cultural

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