Vamos combater a Dengue.

A dengue é uma doença grave que pode afetar a saúde de todos nós. Ela é causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada.

Como é a transmissão?

A principal forma de transmissão é pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti.

Outras formas menos comuns de transmissão são por meio de transfusão de sangue ou da gestante para o bebê. Não há transmissão por contato direto com um doente.

Quanto tempo leva desde a picada até a aparecerem os sintomas?

Leva de 03 a 15 dias para começar a ter sintomas, com média de 6 dias.

A pessoa doente fica com o vírus circulando no corpo, em fase chamada de viremia, e este período começa 01 dia antes do aparecimento da febre e vai até o 5° dia da doença.

Nessa fase, se uma fêmea do mosquito Aedes aegypti picar uma pessoa doente, ela vai ingerir o vírus juntamente com sangue, e vai demorar de 08 a 12 dias para que consiga transmiti-lo. Depois disso, o mosquito fica transmitindo até o fim da vida, que pode chegar a 45 dias.

Para evitar a dengue, é preciso eliminar os possíveis criadouros do mosquito, como:

  • – Manter a caixa d’água sempre fechada;
  • – Colocar areia na borda dos pratinhos das plantas para evitar o acúmulo de água;
  • – Trocar a água das plantas aquáticas uma vez por semana;
  • – Não descartar lixo de maneira inadequada;
  • – Virar garrafas, baldes e pneus vazios de cabeça para baixo;
  • – Limpar as calhas e ralos periodicamente.

Os sintomas da dengue podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns são:

  • – Febre alta, acima de 39°C;
  • – Dor de cabeça e/ou atrás dos olhos;
  • – Indisposição;
  • – Dor no corpo e/ou articulações;
  • – Manchas vermelhas na pele;
  • – Perda do apetite, náusea e/ou vômitos;
  • – Diarreia.

Os sinais podem agravar, ocasionando o extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar a pessoa ao choque grave e morte.

Todos os indivíduos estão expostos à dengue, mas alguns fatores de risco individuais, como idade, etnicidade e comorbidades podem determinar a gravidade da doença. Também, se a pessoa já teve dengue, ao ter a doença novamente, as chances de gravidade aumentam.

O que fazer quando apresentar sintomas?

Se você apresentar algum desses sintomas, procure um serviço de saúde imediatamente para fazer o diagnóstico e receber o tratamento adequado. Não se automedique, pois alguns remédios podem agravar o quadro da dengue.

Importante: Ingerir muita água e evitar uso de medicamentos por conta própria.

O serviço médico fornecerá as orientações necessárias para cada caso. Algumas informações gerais são importantes: repousar; passar repelente corporal (pois assim evita que o mosquito se infecte); utilizar roupas que cubram braços, pernas e pés (diminuindo as áreas disponíveis para o mosquito se alimentar); utilizar mosquiteiro, principalmente em pessoas acamadas.

Lembre-se: a dengue pode ser prevenida com ações simples e coletivas. Faça a sua parte e proteja a sua família e a sua comunidade.

Brasil alcança meio milhão de casos de dengue: número quadruplicou em relação ao início de 2023. Já são mais de 5mil casos registrados apenas em 2024.

Apesar de o site saúde.rs.gov.br informar que “Não existe vacina para dengue aprovada para uso na saúde pública no Brasil.”  a informação não é verdadeira. Em 28/07/2016, em página de Dr. Drauzio Varella, uma matéria assinada por Rafael Machado, anunciava que “PRIMEIRA VACINA CONTRA DENGUE É LANÇADA NO BRASIL”. Na matéria havia a informação  de que “A vacina é indicada para pessoas entre nove e 45 anos. O esquema de três doses fornece proteção por cinco anos. Entretanto, há contraindicação para alguns grupos, como é o caso de grávidas, pessoas com imunodeficiências (primárias ou adquiridas) como a aids, pessoas em tratamento com drogas imunossupressoras ou que tiveram reação a alguma dose da vacina.

Denizar Vianna, professor associado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Coordenador de Centro de Excelência em Avaliação Econômica e Análise de Decisão da ProVac Network da Organização Panamericana da Saúde (Opas), ressalta que mesmo que a vacina não seja destinada a todas as idades (menores de 8 anos e maiores de 46 anos estão fora do público-alvo), o risco de o não vacinado contrair a doença também diminui, já que pode ocorrer a ‘imunidade de grupo’. ‘As pessoas que não forem vacinadas acabarão se beneficiando, pois teremos menos circulação do vírus na população, o que é chamado de ‘imunidade de rebanho’”.

No site da ANVISA, há a carta de aprovação em Notícias 2016, atualizada em 04/11/2022 “Anvisa publica carta de aprovação da vacina contra a dengue

“A Anvisa publicou a carta de aprovação de registro da Dengvaxia®- vacina dengue 1, 2, 3 e 4 (recombinante, atenuada), com o objetivo de dar publicidade e promover a transparência do processo de registro da vacina.”

Ainda no site da ANVISA a carta de aprovação de 04/03/2016 pode ser vista no link: https://antigo.anvisa.gov.br/informacoes-tecnicas13?p_p_id=101_INSTANCE_R6VaZWsQDDzS&p_p_col_id=column-1&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_101_INSTANCE_R6VaZWsQDDzS_groupId=219201&_101_INSTANCE_R6VaZWsQDDzS_urlTitle=anvisa-publica-carta-de-aprovacao-da-vacina-contra-a-dengue&_101_INSTANCE_R6VaZWsQDDzS_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_INSTANCE_R6VaZWsQDDzS_assetEntryId=2647382&_101_INSTANCE_R6VaZWsQDDzS_type=content

E anteriormente, publicado em 28/12/2015, no antigo site da ANVISA,

Anvisa registra primeira vacina contra dengue no Brasil

Foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28/12) o registro concedido pela Anvisa para a vacina contra dengue produzida pela empresa Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. A Dengvaxia® – vacina dengue 1, 2, 3 e 4 (recombinante, atenuada) foi registrada como produto biológico novo, de acordo com a Resolução – RDC nº 55, de 16 de dezembro de 2010. O registro permite que a vacina seja utilizada no combate à dengue. Vale destacar que a vacina não protege contra os vírus Chikungunya e Zika.

Para validar a vacina, a primeira contra a dengue registrada no Brasil, a Anvisa observou a comprovação da qualidade, segurança e eficácia do produto, além da certificação de cumprimento das Boas Práticas de Fabricação e as respectivas autorizações sanitárias para o funcionamento da empresa fabricante. A análise de todos esses dados foi pautada na relação benefício x risco da vacina.”

Conforme exposto acima, também a matéria em 03/03/2023 em matéria de Ana Carolina Caldas, para o site Brasil de Fato (https://www.brasildefato.com.br/2023/03/03/nova-vacina-contra-a-dengue-e-aprovada-pela-anvisa), anuncia que “Nova vacina contra a dengue é aprovada pela Anvisa” Não retrata os fatos. Pois a vacina é reconhecida pela ANVISA desde 2015 tendo inclusive publicação em diário oficial, sendo assim, não é nova. Há sim um status de cancelada/caduca depois de 36 meses que era o prazo de sua aprovação, no site de consulta de medicamentos da ANVISA.

Principais medidas para eliminar a formação de criadouros do mosquito da dengue na Metalúrgica Golin

Inspeções diárias para localizar possíveis locais de acúmulo de água;

Aplicação de cloro em reservatórios que não podem ser perfurados tampados ou telados;

Lonas plásticas são encaminhadas para reciclagem ou guardadas em locais cobertos;

Reservatório de água aberto que não pode ser vedado, como tanque de reuso da ETE, coleta-se uma amostra de água com uma jarra, 1 vez por semana,  para verificar se há presença de larvas na água.

Quer saber mais sobre nossas ações no combate à dengue ?
Procure o SESMT, e participe das nossas ações e estratégias na luta contra a dengue.

Notas

  • Há duas vacinas, a Qdenga, produzido pela japonesa Takeda Pharma. Indicada para quem tem entre 4 e 60 anos. A aplicação é em duas doses com um intervalo de três meses entre as aplicações. Mas só deve ser ministrada em quem nunca contraiu a doença.
    “ Já a Dengvaxia, da francesa Sanofi, outro imunizante contra a dengue que já tinha sido aprovado no país, só pode ser aplicado em quem tenha sido exposto à doença e com idade entre 9 a 45 anos” porque ela pode aumentar o risco de dengue grave naqueles que não foram infectados anteriormente.
  • Independentemente de haver ou não vacina, a primeira barreira da doença começa com nossas ações individuais. Desta forma, vamos combater o mosquito da Dengue. Veja matérias anteriores de ações realizadas e ajude a proteger você e todos ao seu redor.

 

 

 

Fontes:

 

Projeto RH GOLIN

Amanda S.C. Fernandes – Gerência RH
Luciana Germano – Conteúdo Institucional
Márcia Borlenghi – Design, revisão e curadoria conteúdo cultural

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