O WhatsApp é hoje uma das principais ferramentas de comunicação dos brasileiros, e por isso mesmo se tornou também um dos canais preferidos de criminosos digitais. Segundo pesquisa do Radar Febraban, o percentual de brasileiros que relataram ter sofrido tentativas de golpes saltou de 33% em setembro de 2024 para 38% em março de 2025, e entre os golpes mais citados está justamente aquele em que alguém se faz passar por um conhecido solicitando dinheiro por WhatsApp. (fonte:Febraban)
A escala do problema também aparece nos números de moderação da própria plataforma: a Kaspersky identificou o banimento de 6,8 milhões de contas fraudulentas no WhatsApp apenas nos seis primeiros meses de 2025.
Segundo a empresa de segurança, os criminosos têm usado inteligência artificial para automatizar abordagens e criar mensagens cada vez mais convincentes. (fonte:Eunerd)
Os golpes mais comuns
Entre as fraudes mais frequentes identificadas por especialistas em segurança digital estão:
- Golpe do parente ou amigo em apuros: o criminoso clona ou finge ser um contato conhecido e pede uma transferência urgente de dinheiro, geralmente alegando uma emergência.
- Falsos débitos de transportadoras: mensagens que simulam cobranças de encomendas com links maliciosos para captura de dados. É considerado o golpe de maior alcance recente, com criminosos usando contas com selo de verificação e números estrangeiros para se passar por empresas de transporte ou e-commerce. (fonte:Eunerd)
- Falsas ofertas de emprego e investimentos: promessas de renda rápida ou vagas remotas que, na verdade, buscam induzir a vítima a pagar taxas ou “investir” para liberar supostos ganhos.
- Central de atendimento falsa: contato que se passa por banco ou empresa conhecida, solicitando dados sensíveis sob pretexto de segurança.
Por que esses golpes funcionam
Um dado chama atenção: 41% das pessoas com ensino superior relataram maior suscetibilidade a tentativas de golpes, segundo a Febraban, o que mostra que escolaridade não é garantia de proteção. Os golpes funcionam porque exploram emoções como urgência, medo e confiança, não conhecimento técnico. Por isso, a defesa mais eficaz não é apenas tecnológica, é comportamental. fonte:Febraban)
Como se proteger
- Desconfie de pedidos urgentes de dinheiro, mesmo vindos de contatos conhecidos. Ligue para a pessoa por outro canal antes de qualquer transferência.
- Não clique em links de mensagens inesperadas, especialmente as que pedem dados pessoais, senhas ou envolvem cobranças.
- Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp, o que dificulta a clonagem do número.
- Desconfie de contas com selo de verificação recém-adquirido ou números estrangeiros se passando por empresas conhecidas.
- Nunca compartilhe códigos de verificação recebidos por SMS ou WhatsApp, mesmo que a pessoa do outro lado alegue ser suporte técnico.
- Verifique promessas de lucro fácil: se parece bom demais para ser verdade, provavelmente é.
O papel de cada um na prevenção coletiva
Assim como na segurança do trabalho, a segurança digital é uma responsabilidade compartilhada. Um clique apressado pode comprometer não apenas dados pessoais, mas também informações da empresa, caso o dispositivo seja usado para fins profissionais.
Cultivar o hábito da desconfiança saudável diante de mensagens inesperadas é, hoje, tão importante quanto qualquer outro cuidado de segurança que praticamos no dia a dia.
