Julho Amarelo
Hepatites virais: prevenção e diagnóstico precoce podem salvar vidas
As hepatites virais são doenças que provocam inflamação do fígado e, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa. Em muitos casos, a pessoa pode permanecer anos sem apresentar sintomas, enquanto o vírus continua causando danos ao organismo. Por isso, a informação e o diagnóstico precoce são fundamentais.
No Brasil, as hepatites B e C merecem atenção especial por poderem tornar-se crônicas e, quando não tratadas, aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado. Felizmente, hoje existem tratamentos eficazes e, em muitos casos, a hepatite C tem cura.
Como ocorre a transmissão?
Cada tipo de hepatite possui formas diferentes de transmissão:
- Hepatite A: água e alimentos contaminados.
- Hepatite B: contato com sangue e fluidos corporais, relações sexuais sem preservativo e compartilhamento de objetos perfurocortantes.
- Hepatite C: principalmente pelo contato com sangue contaminado, como compartilhamento de seringas, materiais não esterilizados ou acidentes com perfurocortantes.
Como prevenir?
A prevenção é simples e está ao alcance de todos:
- mantenha a vacinação contra hepatite B em dia;
- utilize preservativos nas relações sexuais;
- não compartilhe lâminas, alicates de unha, escovas de dente ou seringas;
- procure locais que utilizem materiais esterilizados para tatuagens e piercings;
- mantenha hábitos de higiene e cuidados com a alimentação.
Faça o teste
O exame para hepatites B e C é rápido e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pessoas que receberam transfusões de sangue antes de 1993, fizeram procedimentos invasivos há muitos anos ou nunca realizaram o teste devem conversar com um profissional de saúde.
Cuidar do fígado é investir em qualidade de vida. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de tratamento e de uma vida saudável.
Julho Verde
Câncer de cabeça e pescoço: reconhecer os sinais faz toda a diferença
O câncer de cabeça e pescoço engloba tumores que podem surgir na boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal e outras estruturas da região. Quando descoberto precocemente, as chances de sucesso no tratamento aumentam significativamente.
O problema é que muitas pessoas confundem os primeiros sintomas com irritações passageiras e demoram a procurar atendimento.
Fique atento aos sinais
Procure avaliação médica se algum destes sintomas persistir por mais de duas semanas:
- feridas na boca que não cicatrizam;
- rouquidão persistente;
- dificuldade para engolir;
- dor constante na garganta;
- caroço no pescoço;
- manchas brancas ou avermelhadas na boca;
- dor ao mastigar ou movimentar a língua.
Esses sintomas nem sempre indicam câncer, mas merecem investigação.
Fatores de risco
Os principais fatores associados à doença são:
- tabagismo;
- consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- infecção pelo HPV em alguns tipos de câncer da garganta;
- exposição prolongada ao sol, especialmente para câncer de lábio.
A combinação entre cigarro e álcool aumenta consideravelmente o risco.
A prevenção começa nos hábitos
Abandonar o tabagismo, moderar o consumo de álcool, manter boa higiene bucal, utilizar protetor labial com filtro solar quando houver exposição ao sol e manter consultas odontológicas regulares são atitudes que ajudam a reduzir o risco.
Além disso, observar alterações persistentes na boca ou na garganta e buscar avaliação médica sem demora pode fazer toda a diferença.
Na saúde, esperar os sintomas piorarem nunca é a melhor escolha. A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo os maiores aliados contra o câncer de cabeça e pescoço.
